domingo, 6 de abril de 2008

A Sociedade Bíblica em terras lusas (Parte III)

Assim sendo, só com a estabilização política operada a partir do início da segunda metade do século XIX é que se começam a criar condições objectivas para o desenvolvimento de um trabalho mais consistente na difusão da Bíblia em Portugal. Em 1864 é finalmente estabelecida em definitivo uma agência em Portugal da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, ficando responsável pela mesma Francis H. Roughton, filho da famosa pregadora e educadora Ellen Roughton, também ela já nascida em Lisboa, no início do século XIX. Com o estabelecimento formal da agência, começa também a ser constituída uma rede de colportores, homens (e até uma mulher) que foram destemidos divulgadores das Sagradas Escrituras tanto nas cidades como principalmente nos mais recônditos locais do país. É importante não esquecer que a Sociedade Bíblica se apoiou fundamentalmente no trabalho destes homens por mais de um século. A Roughton seguiu-se James E. Tugman, em 1869, mas este exerceu a sua responsabilidade a tempo parcial. É ao Rev. Robert Stewart, que tinha vindo para Portugal como capelão da comunidade escocesa (presbiteriana) que se deve a primeira fase de consolidação do trabalho da Sociedade Bíblica no nosso país, ao iniciar as suas funções em 1875. É importante referir que como capelão presbiteriano, Stewart era igualmente responsável pela representação da Sociedade Bíblica Nacional da Escócia no nosso país. Em 1883, Stewart passa também a acumular a direcção da Sociedade de Tratados Religiosos, pelo que se pode dizer com propriedade que a Sociedade Bíblica em Portugal é a herdeira do trabalho desenvolvido por estas três instituições: Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, Sociedade Bíblica Nacional da Escócia e Sociedade de Tratados Religiosos.

 
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